Destaque - Evanescence No Brasil

Parte 2: Confira a segunda parte da entrevista de Amy Lee para a revista Rolling Stone

Amy Lee no 'Aftermath' e o retorno à estrada.

A mulher a frente do Evanescence prepara sua volta aos holofotes com o novo álbum.


Foto: Josh Hartzler
 

Se você achou que tinha escutado tudo o que a Amy Lee tinha a dizer, provavelmente você não estava prestando atenção. Depois de mais de uma década como a líder (e ponto de foco) do Evanescence, ela provou mais e mais vezes que ela está cheia de opiniões - tudo o que você precisa fazer é pedir.

Então nós fizemos isso. Na primeira parte da entrevista da Rolling Stone com a Amy Lee, ela falou sobre o futuro da banda, ser mãe e o lançamento do seu primeiro álbum independente, Aftermath, que chega dia 25 de agosto. Agora, na parte dois, ela fala sobre colocar o passado para descansar, criação de novas músicas e a chegada à estrada como uma artista solo.

"Tenho muito a dizer, eu acho," Ela ri. "Não diz uma entrevista há algum tempo".

A música do Aftermath é uma saída clara do Evanescence. Foi intencional, ou apenas o resultado do trabalho com o filme War Story?

Eu quis que fosse completamente diferente. Não quis que fosse parecido com Evanescence apenas já usei muito aquilo, quis que as pessoas vissem lados diferentes de mim. Tenho escrito músicas ao longo do tempo que eram apenas minhas e ninguém tinha escutado, além dos meus amigos, e eu queria fazer algo com aquilo em algum momento. Mas é uma das minhas primeiras chances de mostrar outro lado e isso definitivamente tem algumas das mesmas emoções tocadas com o Evanescence, mas de forma instrumental. Não é tentar ser comum; Sinto como se eu sempre diz com que o Evanescence fosse verdadeiro para o meu espírito e coração e eu não estava apenas tentando fazer hits. Mas ao mesmo tempo, estávamos em uma gravadora, tinham que ter singles, tocar em rádios e todas essas coisas. Foi legal estar livre disso tudo e fazer uma peça de arte, porque as músicas que estão nisso, eu chamaria três delas de canções, a maioria de partituras. É muito mais as músicas que escuto agora. Uma é como uma coisa árabe diferente, uma é uma canção dance sexy e a outra é - eu nem sei o que é, é eletrônica.

Espera, há uma canção em árabe no álbum?

Eu não canto em árabe. Eles estavam tipo "Precisamos de uma canção com um pouco de alguma música do mundo" mas no fim, não usamos no filme. Sou eu, Dave Eggar e o outro colaborador, o nome dele é Chuck Palmer e ele fez muita percussão, produziu muita coisa. De qualquer forma, ele fez esse loop de bateria na música toda e a gente teve um rapaz tocando um instrumento chamado oud, tipo um antigo alaúde, bandolim, algo assim. E Dave, ele liderou isso, ele estava tipo 'Ok, a gente conseguiu essa cantora chamada Malika Zarra, ela é muito boa, estou indo para a outra sala e você tira algo legal dela.'

Então, eu estava com essa garota que não fazia ideia de quem eu era e eu estava tipo "Escrevi algumas canções em inglês, e seu que você fala árabe, você pode usar isso como base, apenas vai nisso e muda a ordem, continua nisso enquanto você puder, apenas cante." Ela entrou naquilo, ela tinha uma voz linda e cantou por tipo 20 minutos. A gente refez umas duas vezes, eu a orientei em algumas partes, para ter mais materiais, então eu levei para casa e deixei aflorar em meu estúdio. Nunca mais a vi, mas apenas escutei sua voz, escutei esses momentos incríveis, então eu juntei tudo e levei para a música. Foi tipo colheita de cerejas. Provavelmente isso não faz nenhum sentido, poderia muito bem ser Sigur Rós. Mas trabalhar com uma artista com essa capacidade foi muito, muito incrível.

Você se inspirou em algum produtor com quem tenha trabalhado antes?

Apenas eu. Estou tão acostumada a mixar meus próprios vocais, produzir e escolher faixas, então foi bem natural. Foi engraçado, foi um processo bem estranho criar essa melodia com um bocado de partes na voz dela e criar uma canção com isso. A experiência como um todo foi apenas pensar fora da caixa e é por isso que amo trabalhar com Dave, ele sempre fala algo do tipo "Conheço um cara que toca..." e então ele diz algum instrumento que nunca ouvi antes.

Então, quando você está criando coisas como isso, você pensa no passado?

Vem a minha mente de uma forma positiva, como quando eu estava escrevendo "Lockdown.". No fim eu estava tipo "Sabe o que isso precisa? Bateria e guitarra." Então pensei em meu passado nas fases criativas, porque estava apenas com o foco de satisfazer a mim mesma e fazer a coisa certa para o filme. Isso sempre teve que ser a raiz. Meu mantra é "Se eu fizer algo que amo, as outras pessoas vão amar." Não posso pensar em o que todos querem porque são pessoas que sempre vão criticar tudo o que você faça. E você sempre tem que levar numa boa porque se você está tentando agradar todo mundo, você vai acabar agradando alguém, mas se você não satisfazer a você mesmo, você vai acabar ficando louco com isso depois. Estou orgulhosa de dizer que posso ouvir toda a música que fiz desde o início e gostar. Sempre gostei.

Você pretende tocar essas canções ao vivo?

Não pensei nisso ainda. Eu totalmente iria e provavelmente vou. Tem um monte de pequenas canções que fiz por diferentes razões e toquei ao vivo, como "Find a Way," que foi muito legal de fazer. Posso fazer coisas da minha carreira inteira, durante todo o caminho, porque faz parte de mim. Toquei muito para os meus fãs; realmente gosto de ganhar as pessoas na primeira vez. É uma das coisas mais legais do mundo.

Para essa última, você se importa do que as pessoas pensam sobre sua música?

Se eu me importo? Bem, é legal quando eles gostam. Mas nunca faço música para essa finalidade. Eu acho que nossa indústria está abarrotada com isso, e isso sempre leva a algo que chega menos original. A única coisa que sempre quero ser é real, e se faço algo que amo, sei que haverá pessoas amarão também.

Você percebeu isso cedo ou tarde em sua vida?

É engraçado, porque eu meio que fui jogada nisso tudo. Quando o Fallen aconteceu, foi muito rápido e eu tinha 21 anos de idade, então estava bem enjoada de ser o centro das atenções; é bem tedioso e vazio. Minha vida não é tão interessante, não tenho super poderes. Amo música, amo pintar, e tem algumas outras coisas legais sobre mim [risos]. Mas depois de uma hora conversando, não tenho mais anda a dizer e quero falar de outra coisa!

Que tal isso: Qual o segredo de conseguir uma cadeira no metrô quando você está grávida?

Oh, você aprende. Quando você está grávida de verdade, você precisa sentar. Você não quer pedir "Você pode sair da sua cadeira?" Então eu nunca peço. O protocolo é: você entra, fica o quanto pode, esfrega um pouco sua barriga, começa a parecer desesperado e alguém irá te dar a cadeira. Generalizando, as pessoas de Nova Iorque não são babacas.

Matéria original, em inglês: Rolling stone

Amy Lee dá entrevista à Revista Rolling Stone. Fala sobre carreira, maternidade e claro, Evanescence

Você gastou algo próximo de um ano trabalhando em War Story. Quão diferente foi a experiência comparado a fazer um álbum do Evanescence?

Esse processo foi único até para a indústria musical porque foi super indie. [Dave e eu] tivemos uma relação com o diretor Mark [Jackson], ele veio e escutou algumas coisas e nos disse que estávamos no caminho certo, nós começamos a tocar e alimentamos os trabalhos uns dos outros. Foi um ótimo começo; é diferente de algo do tipo "Como eu quero me expressar no meu novo álbum?" Ele nos forneceu esse plano de trabalho, um mapa, de "Certo, eu quero que o ouvinte sinta esse tipo de emoção, faça o personagem se sentir triste ou isolado." Você tem esses pontos de partida, é legal porque força você a escrever de forma diferente. Eu sinto tipo como se estivesse exercitando uma parte diferente do meu cérebro.

Como você descreve o filme?

Para mim é bastante sombrio. Nós estamos chamando o álbum de Aftermath em parte porque o filme em si é sobre as consequências (Aftermath), não é sobre a guerra. É chamado de War Story, mas você não irá ver nenhuma guerra. É sobre as consequências em como ela lida com o que ela testemunhou. E o álbum é a consequência de nós tocando aquelas canções. Provavelmente metade das canções não está no filme, nós apenas estávamos trabalhando grande assim, nesse campo aberto. Espero que você possa escutar e sentir.

O que esse projeto tinha que o levou a você?

Eu sempre quis fazer uma trilha, é realmente difícil de achar a oportunidade certa quando você tem essa bagagem e já tem esse estilo conhecido. Não me entenda mal, não estou reclamando e não vejo isso de nenhuma forma a nao ser positiva, mas quando alguém quer me usar, eles apenas pensam em mim como uma cantora de rock ou gótica, mas eu faço mais um monte de coisa além de cantar! É difícil fazer algo do tipo "Eu quero menos, não quero ser o centro das atenções, me deixe mostrar o que posso fazer com o arranjo de programação ou produção." Sabe, diferente de eu chegar e cantar a canção principal. Foi difícil de achar a oportunidade certa, mas essa é ela.

Você acha que é definida pelo seu passado?

Pessoalmente? Não completamente. Não me sinto como duas pessoas diferentes. Nunca me senti como se estivesse em um papel, você apenas muda. É engraçado, as pessoas ainda falam sobre "My Immortal," e é incrível, é legal, mas eu tinha tipo 14 ou 15 anos quando aquilo aconteceu. Quando eu escrevi "Bring Me To Life" eu tinha 19 anos [risadas]. Imagine as coisa que você pensava, jeito que você falava e as coisas que você fazia quando tinha 19 anos. Até o jeito que você processa relacionamentos e tudo mais, evolui a partir dalí. Estou muito mais madura e compleza e tenho muito mais a dizer.

Eu estaria mentindo se eu não admitisse que tem coisas no Fallen ou até mesmo antes, no Origin, que me fazem estremesser. É embaraçoso. Principalmente o conteúdo das letras, meu Deus, é tipo meu diário antigo. Mas eu posso abraçar aqueça inocência porque eu nunca mais irei ter aquilo novamente, é especial.

No ínicio dess ano, você iniciou uma ação contra a Wind-Up Records. O que você pode nos dizer sobre os fatores que levaram você a iniciar essa ação legal?

Não posso dizer qualquer coisa negativa; Eu tive que assinar um acordo de não divulgação, então essa é a única forma de dizer que ainda tenho algum vínculo. Sempre há frustrações quando você não está no controle do seu projeto. Tudo é colaborativo, tipo, realmente é, até mesmo esse projeto, tivemos alguém para agradar, alguém que tinha as direções, alguém que tinha que gostar antes de tudo funcionar. Mas, o que tem sido diferente com esse projeto é como o processo é criativo... o diretor era uma pessoa criativa, ele quis que fossemos tão estranhos e criativos quanto possível, nos deixou fazer as coisas da nossa maneira, respeitou e apreciou. Ao invés de ter um plano pronto que um milhão de pessoas já fizeram e tentar nos forçar a descer por esse caminho.

[[Clique para ler a matéria completa]]

Aftermath: pré-venda do álbum da Amy lee começa hoje!

 

Já está disponível para pré-venda o novo álbum da Amy Lee. Ontem ela prometeu via Facebook que iria anunciar uma música nova hoje, na verdade é um álbum inteiro!

O álbum foi criado para a trilha sonora do filme 'War Story' e tem a participação do Dave Eggar, está sendo vendido no iTunes por 7,99 dólares.

A provável data de lançamento é dia 25 de agosto.

Normalmente é possível escutar um trecho das músicas sendo vendidas no iTunes, essa opção ainda não está disponível.

Ainda não sabemos se haverá uma mídia física, mas tomando a atual situação da Amy Lee, que está como artista independente, é provável que o álbum seja comercializado apenas digitalmente.

Caso haja mais informações, atualizaremos a matéria.

Setlist:

1 - Push the Button (3:13)
2 - White Out (feat. Dave Eggar) (1:29)
3 - Remember to Breathe (feat. Dave Eggar) (1:24)
4 - Dark Water (feat. Malika Zarra) (3:29)
5 - Between Worlds (feat. Dave Eggar) (3:35)
6 - Drifter (feat. Dave Eggar) (1:55)
7 - Can't Stop What's Coming (feat. Dave Eggar) (2:04)
8 - Voice In My Head (feat. Dave Eggar) (3:47)
9 - Lockdown (feat. Dave Eggar) (4:58)
10 - After (feat. Dave Eggar) (3:53)

Booklet Aftermath - Encarte Digital


  ATUALIZAÇÃO:

Já está disponível um trecho de 36 segundos no Youtube:

Jack, nasce o filho de Amy Lee

 

Parabéns Amy! Hoje nasceu o bebê da Amy (sim, é um menino) e surpreendentemente já temos uma foto publicada por ela. Para quem estava esperando uma menina, surpresa! Para quem estava esperando que ia demorar para ver uma foto, surpresa!

Nosso pequeno filhote, Jack Lion Hartzler está aqui. Nunca tinha conhecido a profundidade do meu coração até agora. O mundo acabou de explodir em cores.

Troy diz que ainda não escutou música nova da Amy Lee

Como já falamos aqui, a Amy disse que em breve terá música nova pra gente.

Nós ainda não sabemos que música é e com o que ela está relacionada. E pelo visto é um segredo que só a Amy sabe.

Os fãs, claro, estão super curiosos e perguntando para os outros membros se eles sabem do que se trata. O Troy respondeu uma fã no twitter, disse que não escutou a música ainda, e que deve ser uma música solo. 

 

 

Troy: Eu não escutei a música nova dela. Acho que é uma canção solo.

Então... vamos esperar ;)

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